Fábricas recuperadas

V Encontro Internacional “A economia dos trabalhadores e trabalhadoras”

I. Antecedentes
Desde 2007, o Encontro Internacional " A Economia dos Trabalhadores é realizada a cada dois anos, articulando um espaço de debate entre os trabalhadores, ativistas sociais e políticos, intelectuais e acadêmicos sobre os problemas e potencialidades do que nós chamamos de" economia dos trabalhadores e trabalhadoras"com base em autogestão e defesa dos direitos e interesses da população que vive em seu trabalho sob as condições atuais do capitalismo neoliberal globalizado.

Ocupar, Resistir, Produzir: Empresas Recuperadas Argentinas

Uma das respostas à constante precarização do trabalho, intrínseca à economia capitalista, são as empresas gestionadas pelos próprios trabalhadores. Na Argentina, a experiência é conhecida como Empresas Recuperadas, onde fábricas, hotéis, restaurantes, e outras instituições que estiveram sob ameaça de serem fechados, são ocupados e continuam a produzir sob gestão operária, sem patrões. read more »

Usina Catende: lutas sociais e educação popular para um desenvolvimento regional

No início da década passada, com maior ênfase na Zona da Mata nordestina do Brasil, região da cana-de-açúcar, radicalizam-se vários tipos de lutas sociais de trabalhadores na busca de melhores condições de vida e trabalho, em especial no Estado de Pernambuco, na Usina Catende3. read more »

Autogestão, Disciplina no Trabalho e o Direito à Preguiça

Quando os trabalhadores tornam-se os proprietários dos meios de produção, qual o sentido do trabalho? Que tipo de disciplina é necessário para a construção de relações econômico-sociais que possam, de alguma maneira, contrariar a lógica do capital? Na prática, como os trabalhadores associados concebem o que denominam autogestão? Reproduzir depoimentos e, em especial, alguma “queixas” dos trabalhadores associados ajuda-nos a trazer à tona os impasses vividos no interior das fábricas que, a partir da década de 1980, vêm sendo ocupadas e/ou apropriadas por ex-funcionários. read more »

“Todos são iguais”, “todos são responsáveis” e “todos estão no mesmo barco”: os (des)entendimentos da autogestão cooperativa

Este estudo de caso investigou como cooperados de uma cooperativa industrial negociam interesses e constroem entendimentos no cotidiano da autogestão de sua cooperativa. Com este objeto, conduzimos uma observação etnográfica do dia a dia de trabalho dos cooperados, o que incluiu longas conversas ao lado das máquinas, bem como seis entrevistas semiestruturadas. Obtivemos que os cooperados formularam ao menos três importantes regras tácitas sobre o funcionamento coletivo na cooperativa: “todos são iguais”; “todos são responsáveis”; e “todos estão no mesmo barco”. read more »

Empresas Recuperadas por Trabalhadores no Brasil

Empresas Recuperadas por Trabalhadores no Brasil (ERTs) é fruto de mais de dois anos de pesquisa de campo, em que foram visitadas 52 ERTs em 4 regiões do país, do Acre até o Rio Grande do Sul, na fronteira com o Uruguai. O livro traz a experiência de várias empresas que passaram por um processo de falência e foram reativadas por seus trabalhadores.

A Flaskô e a Vila Operária e Popular: algumas reflexões

O presente artigo apresenta algumas reflexões a cerca das lições políticas que se pode tirar das relações entre o movimento dos trabalhadores da Flaskô e o Movimento de Moradia do Vale Bandeirantes que, juntos, construíram a Vila Operária e Popular e, hoje, lutam pela declaração de interesse social da fábrica, e por sua Estatização. Através de uma breve análise desta experiência de luta pela habitação, é abordada a complexa composição social do movimento, sua estrutura, organização, direção e seu desenvolvimento político. read more »

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