Controle operário contra a reestruturação capitalista: anos 1960 até o presente

Usina Catende: lutas sociais e educação popular para um desenvolvimento regional

No início da década passada, com maior ênfase na Zona da Mata nordestina do Brasil, região da cana-de-açúcar, radicalizam-se vários tipos de lutas sociais de trabalhadores na busca de melhores condições de vida e trabalho, em especial no Estado de Pernambuco, na Usina Catende3. read more »

De olho no conhecimento “encarnado” sobre trabalho associado e autogestão

Eles fecham as fábricas, nós abrimos. Eles roubam as terras e nós as ocupamos. 

Eles fazem as guerras e destroem as nações, nós defendemos a paz e a integração 

soberana dos povos. Eles dividem, nós unimos. 

Porque somos a classe trabalhadora.

Porque somos o presente e o futuro da humanidade.³

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Cultura do trabalho, autogestão e formação de trabalhadores associados na produção: questões de pesquisa

Partimos do pressuposto de que os conceitos são produtos das condições históricas de um determinado espaço/tempo, carregando consigo algo que é, e ao mesmo tempo, pode vir a ser. Em busca de subsídios teórico-metodológicos que contribuam para refletir sobre as dimensões educativas dos processos de trabalho sob o controle dos trabalhadores, (re) visitamos – a luz do materialismo histórico – as categorias ‘produção associada’, ‘autogestão’ e ‘cultura do trabalho’, fazendo referência a diferentes contextos em que os trabalhadores tomaram para si os meios de produção. Problematizamos os processos de formação de trabalhadores associados, tendo em conta o movimento social por uma economia popular solidária que, desde o final da década de 1980, com a crise estrutural do emprego, se constrói em âmbito latino americano. read more »

Autogestão, Disciplina no Trabalho e o Direito à Preguiça

Quando os trabalhadores tornam-se os proprietários dos meios de produção, qual o sentido do trabalho? Que tipo de disciplina é necessário para a construção de relações econômico-sociais que possam, de alguma maneira, contrariar a lógica do capital? Na prática, como os trabalhadores associados concebem o que denominam autogestão? Reproduzir depoimentos e, em especial, alguma “queixas” dos trabalhadores associados ajuda-nos a trazer à tona os impasses vividos no interior das fábricas que, a partir da década de 1980, vêm sendo ocupadas e/ou apropriadas por ex-funcionários. read more »

Saberes do Trabalho Associado: A autogestão no contexto do movimento popular de 25 de Abril, em Portugal

O processo de trabalho constitui-se como o lócus de aquisição e produção de novos saberes, mas, sob determinadas relações sociais de produção, pode se tornar (des)educativo. Não por um acaso, Gramsci (1982) adverte que ao criar uma gerência científica que planeja e controla a padronização de tempos e movimentos, o taylorismo tenta separar o homo faber do homo sapiens, ou seja, tenta separar aquilo que é inseparável: pensamento e ação. read more »

A nova morfologia do trabalho e as formas diferenciadas da reestruturação produtiva no Brasil dos anos 1990

Este texto pretende apresentar alguns elementos que caracterizam a reestruturação produtiva no Brasil recente, com ênfase em suas consequências no processo de informalização e desenho da nova morfologia do trabalho.
Apresentamos uma fenomenologia da informalidade

As Comissões de Fábrica no Brasil diante do Golpe de 1964

Este artigo pretende abordar a formação de Comissões de Fábrica no Brasil dentro de um contexto de ascensão das lutas dos trabalhadores nos anos 1950-68. Nossa hipótese é que as Comissões de Fábricas se formaram como embriões de lutas autogestionárias no Brasil que rapidamente foram estranguladas pelo acirramento da ditadura militar em 1968 e em seguida pela reestruturação produtiva.  read more »

Novos espaços produtivos e novas-velhas formas de organização do trabalho: As experiências com cooperativas de trabalho no Nordeste brasileiro

Este artigo analisa a nova industrialização do Nordeste brasileiro, resultante de políticas
de atracção industrial a partir dos anos 90 e caracterizada por incentivos fiscais a
indústrias de uso de trabalho intensivo, como calçados e confecções, e pela indução
de organização de cooperativas de trabalhadores para externalizar a produção e reduzir
os custos com a mão-de-obra. Esse processo foi mais significativo no estado do
Ceará. As cooperativas foram instaladas no interior do estado, com oferta abundante read more »

O Partido Comunista Português, as Nacionalizações, o controlo operário e a “batalha da produção”. Estudo de caso na Revolução Portuguesa (1974-1975)

The Portuguese revolution began on April 25, 1974 following a military coup directed against the Salazar-Caetano regime and its colonial war and was defeated only 19 months later, again by a military coup on 25 November 1975. It was during the Portuguese revolution that the main sectors of the economy – banks, insurance and energy – were nationalized. read more »

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