Conselhos operários

V Encontro Internacional “A economia dos trabalhadores e trabalhadoras”

I. Antecedentes
Desde 2007, o Encontro Internacional " A Economia dos Trabalhadores é realizada a cada dois anos, articulando um espaço de debate entre os trabalhadores, ativistas sociais e políticos, intelectuais e acadêmicos sobre os problemas e potencialidades do que nós chamamos de" economia dos trabalhadores e trabalhadoras"com base em autogestão e defesa dos direitos e interesses da população que vive em seu trabalho sob as condições atuais do capitalismo neoliberal globalizado.

Usina Catende: lutas sociais e educação popular para um desenvolvimento regional

No início da década passada, com maior ênfase na Zona da Mata nordestina do Brasil, região da cana-de-açúcar, radicalizam-se vários tipos de lutas sociais de trabalhadores na busca de melhores condições de vida e trabalho, em especial no Estado de Pernambuco, na Usina Catende3. read more »

Educação de trabalhadores

O que os trabalhadores e trabalhadoras aprendem no processo de trabalho? O que apreendem sobre o mundo a sua volta? O que desejam da escola? Entre trabalhadores-estudantes e trabalhadores-educadores persistem velhas perguntas: Afinal, para que serve a escola? Aprender o quê? Para quê? Não são poucas as questões que permeiam as relações históricas entre trabalho e escola: como surge essa instituição disciplinadora de corpos e mentes? em que medida pode contribuir para a emancipação humana? read more »

“Todos são iguais”, “todos são responsáveis” e “todos estão no mesmo barco”: os (des)entendimentos da autogestão cooperativa

Este estudo de caso investigou como cooperados de uma cooperativa industrial negociam interesses e constroem entendimentos no cotidiano da autogestão de sua cooperativa. Com este objeto, conduzimos uma observação etnográfica do dia a dia de trabalho dos cooperados, o que incluiu longas conversas ao lado das máquinas, bem como seis entrevistas semiestruturadas. Obtivemos que os cooperados formularam ao menos três importantes regras tácitas sobre o funcionamento coletivo na cooperativa: “todos são iguais”; “todos são responsáveis”; e “todos estão no mesmo barco”. read more »

As Comissões de Fábrica no Brasil diante do Golpe de 1964

Este artigo pretende abordar a formação de Comissões de Fábrica no Brasil dentro de um contexto de ascensão das lutas dos trabalhadores nos anos 1950-68. Nossa hipótese é que as Comissões de Fábricas se formaram como embriões de lutas autogestionárias no Brasil que rapidamente foram estranguladas pelo acirramento da ditadura militar em 1968 e em seguida pela reestruturação produtiva.  read more »

Entrevista com Pedro Santinho: uma história de luta em uma fábrica sob o comando dos trabalhadores

Dia cinco do mês de março de 2008. Ocorreu na cidade de Sumaré, em São Paulo, uma audiência pública com o objetivo de discutir a situação da Flaskô, uma fábrica da cidade. Mais precisamente, discutiram medidas viáveis para que ela continue funcionando. Estavam presentes inúmeros trabalhadores, sentados ao fundo da Câmara Municipal, juntamente com representantes de diversos movimentos sociais e de partidos políticos, além de alguns vereadores. A cena mostra claramente que não se trata de uma audiência comum e, tampouco, de uma fábrica comum. read more »

A Flaskô e a Vila Operária e Popular: algumas reflexões

O presente artigo apresenta algumas reflexões a cerca das lições políticas que se pode tirar das relações entre o movimento dos trabalhadores da Flaskô e o Movimento de Moradia do Vale Bandeirantes que, juntos, construíram a Vila Operária e Popular e, hoje, lutam pela declaração de interesse social da fábrica, e por sua Estatização. Através de uma breve análise desta experiência de luta pela habitação, é abordada a complexa composição social do movimento, sua estrutura, organização, direção e seu desenvolvimento político. read more »

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